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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A casa caiu!!



“Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.” Ef. 4:22-24

Voltei à poucos dias de uma viagem missionária que fiz junto a vários irmãos à uma cidade chamada Salto da Divisa, no Vale do Jequitinhonha. Uma cidade que sofre pela falta de desenvolvimento (especialmente econômico), como é comum naquela região, e que tem tristes resultados, como fome, miséria, educação e saúde precárias, enfim, um quadro que assola o interior de todo o Brasil infelizmente. Apesar de tudo isso, percebi um povo batalhador e feliz, o que nos dá um “tapa de luva” logo de cara, que se estendeu por toda a semana que lá estive. Pois bem. Resolvi escolher um dos momentos lá vividos para ilustrar o poder da ação do Espírito Santo em nós, quando estamos engajados em obras como essa.

Essa viagem acontece anualmente (essa foi minha primeira para lá), e toda vez escolhe-se uma família, à qual se presta apoio completo (moradia, alimentação, qualidade de vida, etc.), além das ajudas pontuais à várias outras famílias. Dessa vez, a família escolhida foi a de um senhor conhecido na cidade como Zé Trovão. Já de idade avançada, ele vivia em condições sub-humanas com uma esposa e seis filhos, em um casebre que ele mesmo havia construído em um lote emprestado. Esse casebre era feito de pau a pique, formando as paredes gradeadas, e nas fendas dessa grades pequenos tijolos de barro. Troncos de árvores arrancados, davam lugar às vigas e metros de arame emaranhados ligavam tudo isso. O chão de barro puro (inclusive por chover, enquanto lá estivemos), e muita sucata servindo de móveis. Forros de lona no chão davam lugar às camas, e a exposição a varios tipos de doença era evidente. Eles viviam nessa situação a mais ou menos 4 anos. Uma das coisas que Deus nos permitiu fazer por essa família foi a construção de uma nova casa em um lote cedido pelo governo. Construiu-se e mobiliou-se a casa, com tudo novo, desde o acabamento da casa à todos os móveis lá colocados. Como o lote antigo era emprestado, fomos derrubar a antiga casa, com tudo que havia dentro (já que era tudo inutilizável), o que acabaria servindo como símbolo da transformação que Deus proporcionou à vida daquela família. Quando chegamos para derrubá-la, visualmente seria fácil. Eram por volta de 15 homens com ferramentas nas mãos, para jogar a casa ao chão. Começou-se então o trabalho e não demorou muito para vermos que não seria tão simples assim. Apesar da fragilidade do material, os emaranhados de arame e toda a madeira cruzada, tornava muito difícil a tarefa. Depois de muito tempo batendo, serrando, empurrando, cavando, tudo para jogarmos a casa no chão faltava ainda um cômodo, o central de um total de 3, que era sustentado pelas duas principais “vigas” e que mesmo depois de muito custo não caía de jeito nenhum. Alguém que sabia que estávamos lá, ou havia visto, solicitou a ajuda de um trator. Esse trator chegou enquanto ainda estávamos tentando derrubar esse cômodo. Saímos da frente e o trator derrubou em segundos o cômodo, além de juntar todo o entulho dos cômodos que havíamos derrubado, mas ainda estavam emaranhados no chão. Para se ter uma idéia da força do trator, havia um carrinho de mão acidentalmente no caminho, que o trator passou por cima e tratou o aço como papel, embolando o carrinho e o desfazendo juntamente com toda construção. Em meio ao processo de destruição da casa, seu Zé Trovão chegou e queria salvar uma mesa, que segundo ele era utilizável ainda, dentre algumas outras miudezas, mesmo ele tendo uma mesa nova e aquelas miudezas não lhe tendo utilidade alguma em casa. Chegou a se entristecer quando viu o trator destruir tudo, mas posteriormente nós o explicamos tudo e ele entendeu. Mas enfim, a casa nova estava em pé e pronta para morar (vide foto), e a casa velha estava no chão.

Quando vi toda essa situação descrita acima se desenrolar, comecei a pensar no versículo de Efésios que citei no começo do texto. Em II Co. 5:17, vemos que quando estamos em Cristo tudo em nós se faz novo. Novo. Mas em Efésios diz que o velho homem está lá, esperando que nós nos dispamos dele, para que o novo tenha efeito de novo, efeito de ser semelhante ao próprio Deus. Então pegamos nossas ferramentas (oração, jejum, bíblia, etc) e começamos a batalha de destruir a velha casa, onde morava o prática do pecado, e fazer valer a nova casa, habitação do próprio Deus e dada por Ele mesmo gratuitamente. Apesar de ser uma árdua tarefa, começamos com muito suor, e até vencemos certas etapas da destruição do velho homem, apesar de deixarmos todo o entulho emaranhado esparramado pelo chão. A parte mais difícil fica de pé ainda, mas seguimos firmes na tentativa da derrubada. Alguns sabem que estamos nessa batalha, ou vêem enquanto tentamos vencer o velho homem, e intercedem por nós junto ao Pai. Deus manda o trator, e não tem nem graça. Em segundos o velho homem está no chão, e é ajuntado e entulhado para ser queimado junto com todo o restante de emaranhados que havíamos deixado no chão. Nessa passagem o trator destrói inclusive as “ajudinhas humanas”, ou os carrinhos de mão que deixamos pelo caminho, pois Ele não precisa de ajuda. O que acontece com algumas pessoas é que elas desistem em meio à todo esse processo. Alguns quando vêem o velho homem, já desanimam e acham que não darão conta. Outros, até começam, mas quando percebem a dificuldade abandonam a tarefa. Já para outros, as partes mais difíceis se tornam impossíveis, e eles desistem justamente na hora em que intercessores perceberão e clamarão por eles. O segredo é não desanimar, seguir batendo, empurrando, serrando, cavando o velho homem até que a ajuda do trator chegue e passe por cima de tudo para mostrar que Ele é muito mais forte que nós, e que não há comparação e que só Ele torna possível a destruição do velho homem completa. Mas não devemos desanimar. Alguns chegam a querer salvar algo de velho, porque acha utilizável mesmo tendo tudo novo. Não é só o pecado que compõe o velho homem, mas tudo aquilo que não se encaixa no novo homem também, por fazer parte do velho. Devemos lembrar que existe uma condição para que experimentemos a vontade de Deus: a RENOVAÇÃO da nossa mente!!
“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm. 12:2

Em Jesus, o Único capaz de dar o que é novo e de destruir o que é velho

Renato Melgaço

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ideias e Ideais

É impressionante o poder de se trocar um "i" e um "a" de lugar e redescobrir a chave de uma possível solução para um impasse. Leia as frases abaixo:

"Eu defendi minhas ideIAs."

"Eu defendi meus ideAIs."

As ideias de alguém são passíveis de características próprias e individuais, pois tem sua origem no indivíduo. Pessoas usam sua imaginação, criatividade e informações sintetizadas e acolhidas, para fundir uma ideia. Daí, temos que um ideia gera consequências, que podem de fato, ser boas ou ruins. Quando tenho uma ideia, sei que ela pode gerar o bem ou o mal, e se eu não consigo discernir o que ela gerará após efetuada, isso não me torna menos reponsável por ela. Ela é de minha responsabilidade, porque eu a tive.

Já com os ideais não. Ideais são originados, independentemente do indivíduo, baseados e compilados a partir de consequências coletivas que determinam condutas éticas e valores morais nos indivíduos que o seguem, além de guiar comportamentos e ações que nascem através das ideias desses individuos. O fato das ideias nem sempre condizerem com o ideal, só demonstra a fragilidade de um individuo, que não conseguiu em algum momento submeter uma ideia a um ideal.

Todos nós fazemos isso, em vários momentos de nossas vidas. E respondemos por isso como responsáveis que somos. Mas isso, não quer dizer que nossos ideais mudam, a cada momento que isso acontece. Nós fugimos de nossos ideais cada vez que temos ideias que vão contra eles, mas ao ver o resultado, não quer dizer que tenhamos mudado de ideal porque isso aconteceu. Para tentar solucionar isso fico me lembrando que, uma ideia deve ser submissa ao ideal, mas o ideal nunca será submisso a ideia.

O que acontece, é que algumas pessoas vêem mais nossas ideias do que nossos ideais. O que é natural, já que sabemos que uma ideia é um POSSÍVEL efeito de um ideal.

Para nós cristãos, o ideal é único. Se seguimos a Cristo, o nosso ideal é o Evangelho. Pois, o Evangelho é Cristo.

Nesse ideal, quando analisamos uma pessoa, devemos analisá-la por seu ideal, e nunca por suas ideias, pois isso se configuraria como julgamento individual. Mas podemos julgar um ideia, de quem quer seja, como boa ou ruim. Se fossemos medir os outros por suas ideias, como seríamos medidos? Afinal, repito, todos temos ideias tolas e ruins o tempo todo. Mas Deus nos olha por nosso ideal, que é Cristo em nós. Isso torna possível a Graça. Portanto se houve arrependimento de uma pessoa por uma ideia que possívelmente tenha fugido do seu ideal, Deus a julga segundo a Graça, pois o ideal é Cristo.

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." Ef. 2:8

Porém, o remédio para quem não age dessa forma (de analisar a pessoa segundo seus ideais e não segundo suas ideias), não é uma revolução, ou uma rebelião... não. Quem responde assim, defende ideias. Para defender ideais, nós propagamos esses ideais. Se o nosso ideal é realmente o Evangelho, nós temos que defendê-lo propagando-o e não revolucionando-nos contra quem nós achamos que tenha feito algo que vá contra esse Evangelho. Foi assim com Paulo. Em Fp. 1:16, ele diz se encontrar preso por defender o Evangelho. Como ele defendeu? Propagando-o.

Portanto, não defenda ideias, antes, propague IDEAIS!!

P.S: Alguns leitores pediram um posicionamento meu, em virtude dos acontecimentos de sábado em minha igreja. Declaro-me submisso e amando ao meu pastor, ainda que discordando com a forma com a qual ele agiu. Tenho fé que o mesmo zelo e exortação apresentados no culto por conta de uma ideia, serão preservados em defesa do no nosso ideal. E na esperança que chegará o dia em que não haverão dois pesos e duas medidas diferentes em nosso meio.

Se você está lendo e não sabe o que aconteceu, trata-se de algo que só diz respeito à comunidade de fé da qual faço parte. Mas espero, que ainda assim, o texto seja benção em sua vida.

Ciente das possíveis consequências (mesmo sabendo que não tenho uma "voz" tão audível assim), sigo propagando o ideal no qual acredito piamente, com as ferramentas que tenho.

Em Jesus, que é o ideal e sempre a melhor ideia

Renato Melgaço

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Fabricantes de Propósito

"Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos." Efésios 2:10

Lendo o texto acima, eu sempre me permito fazer uma auto análise, e sempre concluo que preciso mudar em alguma coisa. A pergunta que sempre me faço é: "eu tenho realizado de fato o propósito de Deus em minha vida, ou eu tenho só tido vontade de fazer isso?".

O texto deixa claro, que existem obras e propósitos específicos para cada um de nós, e que nessas obras, está o propósito prático da salvação (leia desde o versículo 8 e isso fica claro).

O que impressiona, é que ao que parece, a tendência humana (sempre ela!!) nos leva ao lado contrário. Normalmente, seria razão de felicidade e motivação de sobra sabermos que existe algo particular entre nós e Deus que desemboca em um propósito particular, e ainda, é reconhecido particularmente por Deus. Em teoria, as pessoas amam esse desíginio de Deus, usam frases feitas para salientar os seus desejos de cumprir os propósitos de Deus para suas vidas, e se justificarem para si mesmas que o estão fazendo. Mas em teoria, de nada adianta. Basta olhar os frutos do cumprimento do "propósito de Deus", quando desempenhado de maneira deliberada ao gosto do fabricante. Sim!! o que vemos hoje são fabricantes de propósitos. Gente que industrializa, embala e rotula seus próprios propósitos, e o fazem em nome de Deus. Mas os frutos dessa fabricação própria falam por eles mesmos. Tristeza, frustração, medo, vergonha, decepção, etc. Enfim, eu poderia citar várias outras consequencias disso aqui, mas acho que essas já ilustram bem o que quero dizer. Não é culpa de Deus, que os resultados de seus próprios esforços sejam um fracasso, quando os propósitos são fabricados por você mesmo. A mania de se colocar na conta de Deus esse fracasso, é porque se coloca na conta de Deus o propósito, e ambos, são de conta exclusivamente do verdadeiro fabricante: O EGO!!

Deus preparou antes da fundação do mundo um propósito exclusivo para você. Uma obra feita nos seus moldes. Não queira fabricar outro propósito, no que você pensa ser seu molde. Ou pior, fabricar um propósito igual ao de "fulano" que prega bem, ou "ciclano" que canta como um canarinho!! Isso te faz perder de vista uma das coisas mais belas da vida cristã: a relação única e exclusiva entre você e Deus. Tudo porque você quis viver a relação de outra pessoa com Deus, ou quis um relação nos seus próprios moldes.

Deus te deu vocações, e diariamente te mostra oportunidades de utilizá-las no reino. Isso é chamado. Atender ao chamado do propósito de Deus, é fazer de cada oportunidade dessa, um momento único, dessa relação única, com o Único que dá sentido a tudo isso. Não jogue esse previlégio fora!! Pratique as obras que de antemão Ele preparou para você.

Em Jesus, onde todo propósito nasce e se cumpre

Renato Melgaço

segunda-feira, 20 de junho de 2011

E a tal pequena nuvem?

E ai galera, hoje to voltando a escrever e desde já agradeço à Deus pelos leitores que se mantiveram pacientes quanto à esse retorno!! rsrs.. se vc conheceu o blog a pouco tempo, seja bem-vindo!!

Nesse texto gostaria de abordar um tema que interfere diretamente na percepção que temos da ação de Deus.

Gostaria que você se puder, leia atentamente ao texto de I Reis 18, para que juntos tentemos melhorar essa percepção. Depois de ler, gostaria que você se focasse comigo na segunda parte do capítulo, a partir do verso 41.

Pois bem... Fazendo a analogia da chuva com a ação de Deus em nossas causas, vejo que a fé tem uma construção muito mais simples na compreensão, porém muito mais difícil na execução, do que alguns de nós tem enxergado.

O texto diz que Elias, acabara de ver a ação de Deus em outra causa contra os profetas de Baal, e logo depois Elias afirma com veemência à Acabe: "Vá comer e beber, pois já ouço o barulho da chuva". Não chovia a quase três anos, e o Senhor mandara Elias dizer a Acabe que Ele mandaria chuva sobre a terra no versículo 1. No começo do capítulo 17, Elias disse a Acabe, que a chuva voltaria a descer, quando ele, Elias, dissesse. Quando no verso 41, Elias diz a Acabe, obviamente, Acabe começa a se preparar para a chuva, afinal, o homem que havia lhe falado que a chuva cessaria e acertado, agora falou que ela voltaria. Elias então começa a orar, e por sete vezes seu servo vai conferir, se a chuva já vem vindo, e na sétima ele vê a tal pequena nuvem.

Vejo que baseado em algumas construções de fé, nós muitas vezes nos perdemos em como Deus está agindo em nós. Ficamos esperando a pequena nuvem, e clamando pela pequena nuvem, imaginando que depois que ela aparecer, é que Deus vai agir.

Acho que nosso erro nesse caso, é imaginá-la como um sinal (por favor, não parem de cantar alguma canção referente à isso só por minha causa, façam apenas um estudo de percepção textual na Bíblia). Ao invés de imaginá-la assim, eu prefiro imaginá-la como parte da nova ação de Deus. Afinal, a pequena nuvem também é de água, a pequena nuvem também é chuva!! Alguns podem pensar que a oração de Elias, era para que a chuva viesse. Me permitam "dar uma viajada" no texto, e falar que eu penso que Elias orou para que ela atrasasse, porque era para voltar a chover mediante a palavra dele. Porém era necessário que Acabe se aprontasse antes, para que a chuva não o impedisse de descer rumo a Jezreel. Elias, parecia estar ganhando tempo para Acabe. Muitos de nós precisamos nos preparar antes da ação de Deus. E talvez, ela não ocorra no tempo que pensamos, porque ela se tornaria em empecilho, para os demais objetivos de Deus para nós.

Mesmo não tendo certeza, sobre o que orou Elias, tenho algumas convicções. A nossa fé não pode surgir mediante ao surgimento da pequena nuvem. Ela tem que continuar firme, no momento em que a chuva para de descer. Se somos fracos, a ponto de não conseguirmos isso, que nos prendamos às outras ações que Deus tem feito por nós antes da chuva pelo menos e que isso seja sinal suficiente.

Elias sabia que a chuva viria. Ele afirmou. Cabe a nós OBEDECERMOS e nos preparar como fez Acabe pois a Palavra é o bastante. Ter fé não é esperar por sinais para acreditarmos na ação de Deus. É saber que a falta de chuva é uma ação Dele também, que serve para a glorificação do nome Dele. Pense nisso!! Não busque sinais... Lembre-se do que Jesus disse aos que faziam isso:

""Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas". Então Jesus os deixou e retirou-se." Mateus 16:4

O sinal de Jonas, é o sinal daquele que desobedece. O segredo da fé, é a obediência.

Em Jesus, Autor e Consumador da nossa fé

Renato Melgaço

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O crente "pirata"

Dvd´s, cd´s, camisas, bonés, bermudas, eletronicos, etc. Tudo quase que é produto hoje, tem duas versões ou mais por marca: a original, que trás consigo toda qualidade que aquela marca carrega, e a(s) pirata(s), que apresenta(m) uma qualidade inferior mas o nome e o logotipo estampados como a principal razão para a compra. Considerando que o valor de um produto está na qualidade (material, funcionalidade, design, etc.) e na marca (garantia, segurança, reputação, etc.) faz a gente se questionar sobre a necessidade da pirataria... Carregar algo de menor qualidade, por conta de um menor preço, mas carregando uma reputação de grande qualidade, sem tê-la.. Para que? Porque não carregar uma marca que corresponda a qualidade apresentada, já que essa qualidade é satisfatória?

Em Galatas 6:17, Paulo pede com autoridade que não seja pertubado, pois carregava a marca de Cristo em si. Porém, o que dá essa autoridade à Paulo, não é dizer que tem essa marca, e sim a qualidade que essa marca proporciona, testemunhada por todos a quanto ele fala.

Se vivemos por um lado a "era da marca" no mercado, podemos dizer que vivemos essa mesma era no cristianismo atual. Está fácil ver a marca de Cristo por todo lugar que passamos. Falar "eu sou crente" hoje, de certa forma trás algum tipo de diálogo diferente do que em outros tempos. Às vezes chega a ser status, mas no minimo gera um respeito social, pelo posicionamento, ideologias, etc. Basta notar o aumento no número de adesivos, camisas com dizeres cristãos nas ruas, e até a maior frequencia de pessoas em igrejas evangélicas nos ultimos tempos. A questão a ser levantada é: se uma marca de um produto tem o intuito de chamar a atenção do cliente, de quem nós queremos chamar a atenção como cristãos? Quem é o nosso "cliente"?

Fato é, que no caso do mercado, existem dois tipos de clientes: os que se dão por satisfeitos com o logotipo, com o nome, e os que só se dão por satisfeitos com a qualidade que a marca buscada oferece.

Em João 4:23, João escreve que o Pai procura adoradores que o adoram em espirito e em VERDADE. Talvez só carregar logotipos, caras de crente, aparência cristã, "venda" nosso cristianismo para os homens. Mas Deus é o "cliente" que busca verdade, qualidade, originalidade. Qual têm sido a sua relação com sua marca cristã? somente exterior, ou você carrega a qualidade que dela se espera?

Lembre-se: O cliente do pirata se satisfaz com o original, mas o cliente do original nunca se satisfaz com o pirata.

Em Jesus, Dono das marcas que me marcaram

Renato

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Corrida Maluca




Quantos se lembram daquele desenho "Corrida Maluca"? Com certeza, um dos melhores da história da tv. Me divertia muito assistindo e tenho certeza que a maioria de vocês (que assistiram) também se divertia.

A história era de uma corrida de automóveis (que nem sempre eram "autos", já que até avião tinha) que acontecia em várias etapas, sempre com um desenvolvimento extremamente maluco, e com um desfecho deliciosamente prevísivel.

Entre as personagens, as personalidades eram das mais variadas, e eram caracterizadas pelo nome, que remetia à personalidade de cada um: Penelope Charmosa, Peter Perfeito, Barão Vermelho, etc.

O vilão da história era Dick Vigarista, que era extremamente engenhoso, porém muito atrapalhado, azarado e derrotado. Ele sempre tentava atrapalhar a corrida dos outros trapaceando ao invés de tentar vencê-la, porque pra ele a única chance era essa, se os outros não vencessem, ele ganharia. Ou seja, ele entrava na corrida já derrotado, e no final ele acabava pior do que já entrou.

No final não importava quem ganhava, e sim quem terminava a corrida, pois ela era tão maluca, que esse era o desafio. Terminá-la.

Em Hebreus 12:1 vimos que existe uma corrida proposta a nós e que devemos ter alguns cuidados e observar algumas coisas para conseguirmos corrê-la. Como estamos correndo em cada etapa dessa corrida?

Devemos sempre começar, lembrando que o desfecho dessa corrida também é deliciosamente prevísivel, pois Jesus já venceu na cruz por nós (Rm 8:37).

Em segundo lugar observemos se temos usado o melhor de nossas características para encarar essa corrida. Somos marcados por qualidades e defeitos em nossa personalidade, mas isso não é desculpa para que caiamos nas ciladas (pecado), propostas pelo Diabo e que nos afastam do propósito de Deus.

O Diabo é o Vigarista da corrida. Ele está nela já sabendo que está derrotado (Ap. 12:12), e o único objetivo dele é nos impedir de vencer. Essa é a "vitória" momentânea dele. Ele é extremamente engenhoso ( Ef. 6:10-12), atrapalhado pelo perdão de Cristo a nós (I Co. 2:10-11), azarado, pois sua sorte já está definida (Ap. 20:10), e derrotado (Rm. 16:20).

Em terceiro lugar temos que ter consciência que a vitória está em terminar a corrida (II Tm. 4:7) por mais maluca que ela pareça. A receita pra isso está no verso 2 do capítulo 12 de Hebreus. Devemos fitar nossos olhos em Jesus, para que lembrando do que Ele por nós sofreu, não nos cansemos nem desanimemos (v.3).

Que façamos das palavras de Paulo, as nossas palavras:

"Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus" (At. 20:24)

Em Jesus, que é ponto de partida e linha de chegada

Renato

terça-feira, 12 de abril de 2011

Desafios a um jovem

É uma dificuldade para nós jovens purificarmos nosso caminho dia a dia. mas em Sl. 119:9 o salmista nos revela o segredo: viver conforme a Palavra de Deus. Gostaria de propor um desafio para nós, através desse texto hoje, vivermos conforme a Palavra de Deus.

- Desafio você a ser completamente devotado à Glória de Deus (I Co. 10:31)

- Desafio você a confiar incondicionalmente em Deus, pois assim somos resguardados por Ele (Pv. 29:25)

- Desafio você a praticar o amor de Deus diariamente para que suas obras glorifiquem ao Pai (I Ts 1:3)

- Desafio você a ler, amar e obedecer a Bíblia, crescendo em entendimento, fé e esperança (Rm. 15:4)

- Desafio você a orar para que a Palavra de Deus se revele a você, que a santidade se manifeste em sua vida e para que você seja sal para essa terra e luz para esse mundo (Rm 1:17 ; I Ts 4:7)

- Desafio que você se comprometa com o seu ministério, dedicando o máximo do seu tempo para Cristo (Ef. 5:16)

- Desafio aos solteiros que não fiquem paralisados pelo desejo de casar e sim explorem sua devoção a Cristo (I Co. 7:32)

- Desafio aos casados que apoiem, encorajem e influenciem seu cônjuge em santidade e oração (Ef. 5:33)

- Desafio você a procurar em todos os seus relacionamentos a direção do Espírito Santo ao aplicar a visão bíblica da masculinidade e da feminilidade, respeitando os papéis que cada um deve desenvolver na relação (I Pe 3:1,2,7,8)

- Desafio você a construir sua própria história em Cristo e não queira viver a história de outros, por mais que em partes ela se pareça com a de outros (Gl. 6:5)

- Desafio você a compreender a graça soberana de Deus para que seu espírito se fortaleça (2 Co. 12:9)

- Desafio você a não mensurar sua potencialidade pelas poucas funções restringidas e sim pelas incontáveis oferecidas (I Co. 12:11)




Que Deus nos abençoe nessa árdua e linda caminhada

Em Jesus, que venceu o maior dos desafios para fazer-nos com Ele mais que vencedores

Renato